quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Viver de Música ou Viver da Sua Música?

Uma das grandes batalhas que qualquer garoto enfrenta ao decidir que quer ser músico é a da família, mais freqüentemente o pai. É comum ouvi-lo dando sermões que vão desde o tipo de música que se ouve até sobre o comportamento do músico. Santa frase que a Rita Lee escreveu na música Orra, meu: “Roqueiro brasileiro sempre teve cara de bandido”. Mas a verdade é uma só: existe uma enorme desinformação sobre a nossa profissão e isso acaba gerando toda uma história errônea sobre viver de música.
            Voltando à família, o que faz nossos pais se preocuparem tanto e por vezes serem até agressivos quando decidimos viver de música? A resposta é simples: FUTURO.
            Quando somos adolescentes queremos conquistar o mundo. Porém, esquecemos que não seremos jovens para sempre. Não esqueça que existe uma enorme diferença entre ter espírito jovem e ser jovem. Você pode perfeitamente viver sua vida inteira com a alegria do espírito jovem, mas jamais poderá ter a vida de um adolescente para sempre.
            Mas o que fazer para conseguir a trégua familiar? Você deve amadurecer a idéia de viver de música. Como? Respondendo a velha e boa pergunta “Viver da sua música ou viver da música?” Agora ficará mais claro – se você quer ganhar dinheiro com a sua música de um dia para o outro, desista. Você terá de ter a sorte grande para conseguir isso e pode perder tudo por falta de maturidade. Mas se for para ganhar dinheiro no universo da música, ai, sim, suas chances aumentaram. Isso não significa que a sua música deva ser abandonada. Ela deve continuar sendo feita como a sua arte, e um dia é perfeitamente possível que alguém se interesse por ela, ou até mesmo você se lance sozinho e realize o seu sonho.
            Agora vamos conhecer as possibilidades profissionais que a música oferece no mercado popular, lembrando que músicos do mercado eruditos também têm uma vida profissional bastante ativa e rentável.
            Didatas – Professor de instrumento ou de teoria musical. Você pode dar aulas em casa, em conservatórios e/ou escolas de música ou em faculdades.

            ESTÚDIO DE GRAVAÇÃO


            Músico Instrumentista – você é contratado para gravar a música de alguém.
            Produtor Musical – resume-se em ser o gerente do projeto a ser gravado e/ou o idealizador de um projeto musical, administrando gastos com o estúdio, locação de instrumentos, contratação dos músicos. Normalmente ele é contratado pela gravadora.
            Diretor Musical – procura extrair do músico que está gravando o melhor que ele possui, indicando como pode interpretar melhor a música.
            Arranjador – este monta todas as partes, notas, duração de cada música e estabelece quais instrumentos irão fazer parte da música. Pode trabalhar com trilhas sonoras e publicidade.
            Auxiliar de gravação – trabalha em conjunto com o técnico oficial.
            Operador de cabo – prepara toda a parafernália de cabos que serão usados para cada microfone.

            SHOWS


            Músico Instrumentista – pode fazer parte de uma banda cover, em que vários gêneros de diversos artistas são tocados; acompanhando algum artista que possua uma carreira; tocando nas tradicionais bandas de baile; na banda de um programa de TV.
            Diretor Musical – é o profissional que monta a banda, ensaia os músicos, é o responsável por eles e logicamente pela boa sonoridade da banda.
            Produtor de viagem – é aquele representa o empresário na ausência do mesmo. Ele faz todos os contatos para que a viagem do artista, banda e equipe técnica sejam a melhor possível e faz o contratante cumprir o contrato estabelecido que compreende palco, som, luz, hotel, alimentação, ônibus, ou avião, entrevistas, passagem de som e recebimento de cachê.
            Roadie – Ele cuida do equipamento pessoal do músico e é uma espécie de anjo da guarda. Caso haja algum problema durante o show ele resolve.
            Técnico de Monitor – faz a mixagem do som do palco para todos os músicos se ouvirem. A qualidade do profissional define a qualidade da apresentação do artista e/ou banda. Ele trabalha em cima do palco e atende todos os pedidos de mixagem que podem acontecer durante o show.
            Técnico de P.A. – faz a mixagem que o público ouve e é o grande responsável pela qualidade sonora. Às vezes um profissional ruim faz a banda parecer ruim. Obs.: Qualquer técnico com conhecimentos de música faz muita diferença.
            Copista – O nome já fala por si: ele faz cópias de partituras para músicos de orquestra e bandas, e pode trabalhar em revistas especializadas.
            Programador – Com conhecimentos de informática este músico pode fazer arranjos com programas de música. Este profissional pode trabalhar para tecladistas, bandas, artistas e empresas de equipamentos de karaokê e videokê.
            Artista – Deixei este para última opção pois aqui mora o nosso sonho de produzir a matéria-prima e gerar todos estes empregos que citei, quando podemos ganhar dinheiro com a nossa música. Arte e profissão se misturam na harmonia perfeita, mas antes de voar devemos saber andar. Portanto, pés no chão e vamos em frente!!!
            Devemos agora refletir sobre tudo isso e analisar em qual ou quais dessas áreas da música podemos atuar. É possível que você exerça mais de uma atividade desde que o seu tempo permita realizar todas com eficiência.

Um Abraço,

Fred Façanha.

My Space Oficial: www.myspace.com/fred.facanha