sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Gravando com a ToneLab EX em um PC (Home Estúdio)


Como regular o nível do sinal de saída da Tonelab ao input do PC.

Galera, eu hoje a tarde timbrei minha Tonelab com minha Cort Les Paul, plugada diretamente em meu PC via USB, gravando no NUENDO 4.0 e mais nada!
O preset que usei foi com o AMP: BTQ METAL Special = "Diezel VH4", com falantes 4x12. Desde então o timbre ficou muito, mas muito fóda! 
Mas timbragem é pessoal, cada um faz a sua a gosto. 
O detalhe mesmo é o botão "AMP/LINE switch", ele é que altera o timbre geral da EX.

O Botão "AMP/LINE switch" tem quatro chaveamento para regulagem: VOX, F, M, LINE.


Você escolhe a posição "VOX", quando estiver usando a EX com um Amp da própria VOX, como um AC30.
A posição "F", será usada quando a EX for plugada em um Amp Com Gabinet com traseira aberta.
A posição "M", será usada quando plugar em um Gabinete FECHADO!

Já a posição LINE "L", será usada quando plugar a saída da EX em um mixer, headphone, etc. E principalmente quando você for gravar em seu PC, via cabo USB.                       "Esse é o pulo do Gato!!!" :-) 







Quando você escolhe essa posição, automaticamente liga os parâmetros de Equalização Geral da Saída da EX. 
CUIDADO: Não confunda a equalização de Grave, Médio e Agudo dos Amps com a Equalização Geral de Saída, que só tem Grave, Agudo e Volume do sinal de saída do Audio.

Para regular use os Knobs:

1. BASS Control: Corresponde ao Equalizador de Agudo (EQ HI)
2. REVERB Control: Corresponde ao Equalizador de Grave (EQ LO)
3. VOLUME Control: Corresponde ao Nível de Volume de Saída para o dispositivo de gravação (TRIM).


Lembrando que para acionar esses parâmetros, basta apertar e segurar o botal do CABINET até que o Led fique piscando. Depois aperte uma vez o as alterações serão salvas.

Agora, quando você for gravar com seu software preferido, tenha muito cuidado ao regular o Volume de saída (TRIM), pois se o nível do sinal for muito alto, irá distorcer o som na gravação.
Isso não deve acontecer, monitore o sinal de entrada do REC, onde ele NÃO pode passar de 0db.
Eu costumo gravar em até -5db a -2db, isso me dá uma ótima sonoridade e volume que me ajuda no hora da mixagem!

Bom, regule esses parâmetros conforme o seu gosto para gravar com seu software preferido e seja feliz com os fantásticos timbres dessa ótima pedaleira!!!

O meu aqui ficou muito fóda! Gravei uma das músicas da minha banda de metal, e ficou muito real o resultado final.

Logo vou postar um exemplo da gravação pra vocês conferirem!!!

Espero ter ajudado, e se eu tiver errado alguma coisa acima peço que me corrijam!

Um Abraço!

@FredFacanha

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Viver de Música ou Viver da Sua Música?

Uma das grandes batalhas que qualquer garoto enfrenta ao decidir que quer ser músico é a da família, mais freqüentemente o pai. É comum ouvi-lo dando sermões que vão desde o tipo de música que se ouve até sobre o comportamento do músico. Santa frase que a Rita Lee escreveu na música Orra, meu: “Roqueiro brasileiro sempre teve cara de bandido”. Mas a verdade é uma só: existe uma enorme desinformação sobre a nossa profissão e isso acaba gerando toda uma história errônea sobre viver de música.
            Voltando à família, o que faz nossos pais se preocuparem tanto e por vezes serem até agressivos quando decidimos viver de música? A resposta é simples: FUTURO.
            Quando somos adolescentes queremos conquistar o mundo. Porém, esquecemos que não seremos jovens para sempre. Não esqueça que existe uma enorme diferença entre ter espírito jovem e ser jovem. Você pode perfeitamente viver sua vida inteira com a alegria do espírito jovem, mas jamais poderá ter a vida de um adolescente para sempre.
            Mas o que fazer para conseguir a trégua familiar? Você deve amadurecer a idéia de viver de música. Como? Respondendo a velha e boa pergunta “Viver da sua música ou viver da música?” Agora ficará mais claro – se você quer ganhar dinheiro com a sua música de um dia para o outro, desista. Você terá de ter a sorte grande para conseguir isso e pode perder tudo por falta de maturidade. Mas se for para ganhar dinheiro no universo da música, ai, sim, suas chances aumentaram. Isso não significa que a sua música deva ser abandonada. Ela deve continuar sendo feita como a sua arte, e um dia é perfeitamente possível que alguém se interesse por ela, ou até mesmo você se lance sozinho e realize o seu sonho.
            Agora vamos conhecer as possibilidades profissionais que a música oferece no mercado popular, lembrando que músicos do mercado eruditos também têm uma vida profissional bastante ativa e rentável.
            Didatas – Professor de instrumento ou de teoria musical. Você pode dar aulas em casa, em conservatórios e/ou escolas de música ou em faculdades.

            ESTÚDIO DE GRAVAÇÃO


            Músico Instrumentista – você é contratado para gravar a música de alguém.
            Produtor Musical – resume-se em ser o gerente do projeto a ser gravado e/ou o idealizador de um projeto musical, administrando gastos com o estúdio, locação de instrumentos, contratação dos músicos. Normalmente ele é contratado pela gravadora.
            Diretor Musical – procura extrair do músico que está gravando o melhor que ele possui, indicando como pode interpretar melhor a música.
            Arranjador – este monta todas as partes, notas, duração de cada música e estabelece quais instrumentos irão fazer parte da música. Pode trabalhar com trilhas sonoras e publicidade.
            Auxiliar de gravação – trabalha em conjunto com o técnico oficial.
            Operador de cabo – prepara toda a parafernália de cabos que serão usados para cada microfone.

            SHOWS


            Músico Instrumentista – pode fazer parte de uma banda cover, em que vários gêneros de diversos artistas são tocados; acompanhando algum artista que possua uma carreira; tocando nas tradicionais bandas de baile; na banda de um programa de TV.
            Diretor Musical – é o profissional que monta a banda, ensaia os músicos, é o responsável por eles e logicamente pela boa sonoridade da banda.
            Produtor de viagem – é aquele representa o empresário na ausência do mesmo. Ele faz todos os contatos para que a viagem do artista, banda e equipe técnica sejam a melhor possível e faz o contratante cumprir o contrato estabelecido que compreende palco, som, luz, hotel, alimentação, ônibus, ou avião, entrevistas, passagem de som e recebimento de cachê.
            Roadie – Ele cuida do equipamento pessoal do músico e é uma espécie de anjo da guarda. Caso haja algum problema durante o show ele resolve.
            Técnico de Monitor – faz a mixagem do som do palco para todos os músicos se ouvirem. A qualidade do profissional define a qualidade da apresentação do artista e/ou banda. Ele trabalha em cima do palco e atende todos os pedidos de mixagem que podem acontecer durante o show.
            Técnico de P.A. – faz a mixagem que o público ouve e é o grande responsável pela qualidade sonora. Às vezes um profissional ruim faz a banda parecer ruim. Obs.: Qualquer técnico com conhecimentos de música faz muita diferença.
            Copista – O nome já fala por si: ele faz cópias de partituras para músicos de orquestra e bandas, e pode trabalhar em revistas especializadas.
            Programador – Com conhecimentos de informática este músico pode fazer arranjos com programas de música. Este profissional pode trabalhar para tecladistas, bandas, artistas e empresas de equipamentos de karaokê e videokê.
            Artista – Deixei este para última opção pois aqui mora o nosso sonho de produzir a matéria-prima e gerar todos estes empregos que citei, quando podemos ganhar dinheiro com a nossa música. Arte e profissão se misturam na harmonia perfeita, mas antes de voar devemos saber andar. Portanto, pés no chão e vamos em frente!!!
            Devemos agora refletir sobre tudo isso e analisar em qual ou quais dessas áreas da música podemos atuar. É possível que você exerça mais de uma atividade desde que o seu tempo permita realizar todas com eficiência.

Um Abraço,

Fred Façanha.

My Space Oficial: www.myspace.com/fred.facanha

domingo, 24 de julho de 2011

Como ler Tablatura e Técnicas da Guitarra


O que são tablaturas?
Tablatura (tablature ou tabulature ou tab em inglês) é um método usado para transcrever música que pode ser tocada em instrumentos de corda como violões, guitarras e baixos, e também em outros instrumentos como gaita e bateria. Ao contrário das partituras que exigem maior conhecimento de música e bastante treino, as tablaturas são voltadas para o músico iniciante ou prático.

Uma partitura indica quais notas devem ser tocadas, a duração de cada nota, a velocidade com que deve ser tocada e etc. Exigem muita prática e um conhecimento apurado de música. Indicando a nota que deve ser tocada a partitura não diz onde esta nota se localiza no braço do instrumento ou no teclado. A partitura serve para transcrever músicas para qualquer instrumento, seja de sopro, de cordas, de percussão, etc. Outra vantagem das partituras é que permitem que o músico que nunca tenha ouvido a música a toque exatamente como previsto (desde que saiba ler fluentemente partituras, o que obviamente exige geralmente anos de treino).
Já uma tablatura, método de transcrição que serve apenas para instrumentos de corda como violões, baixos e guitarras, não indica diretamente a nota que deve ser tocada e sim qual corda deve ser ferida e em qual traste. Obviamente torna-se assim muito mais útil ao músico iniciante ou prático. Por outro lado a tablatura tem a grande desvantagem de exigir que o músico conheça a música que deseja tocar visto que a mesma indica geralmente apenas as notas e não a duração de cada uma ou o tempo da música.
Além das notas a serem feridas a tablatura irá indicar quando devem ser usadas técnicas como bends, slides, hammer-ons, pull-offs, harmônicos e vibrato.

Como ler tablaturas?
O conceito básico da tablatura é apresentar no papel um conjunto de linhas que representam as cordas do instrumento. Sendo assim para uma guitarra ou violão comum você terá seis linhas, para um baixo de quatro cordas terá quatro linhas, para um baixo de cinco cordas cinco linhas, para uma guitarra de sete cordas sete linhas e assim por diante. Geralmente nos exemplos mostrados aqui usaremos tablaturas de seis linhas para guitarra mas o principio é o mesmo para qualquer quantidade de cordas.

Uma tablatura vazia de guitarra ou violão apresenta-se da seguinte forma:

E--------------------------------------------------------
B--------------------------------------------------------
G--------------------------------------------------------
D--------------------------------------------------------
A--------------------------------------------------------
E--------------------------------------------------------
A linha de baixo representa a corda mais grossa (mi mais grossa) e a linha de cima representa a corda mais fina (mi mais fina). De cima para baixo as linhas representam as cordas mi, si, sol, re, la, mi.
Uma tablatura vazia de baixo (quatro cordas) apresenta-se da seguinte forma:

G--------------------------------------------------------
D--------------------------------------------------------
A--------------------------------------------------------
E--------------------------------------------------------
A linha de baixo representa a corda mais grossa (mi) e a linha de cima representa a corda mais fina (sol). De cima para baixo as linhas representam as cordas sol, ré, lá, mi.
Números escritos nas linhas indicam em que traste as respectivas cordas devem ser apertadas ao serem feridas. Número 0 indica corda solta. As notas devem ser lidas da esquerda para a direita.

E--------------------------------------------------------
B--------------------------------------------------------
G--------------------------------------------------------
D--------------------------------------------------------
A--------------------------------------------------------
E---0--1--2--3----------------------------------------
O exemplo acima indica as seguinte notas (uma de cada vez) na ordem:
- corda mais grossa deve ser tocada solta (0)
- depois a mesma corda deve ser tocada no primeiro traste (1)
- depois a mesma corda deve ser tocada no segundo traste (2)
- depois a mesma corda deve ser tocada no terceiro traste (3)


E--------------------------------------------------------
B--------------------------------------------------------
G---------0--------1--0-------------------------------
D---0--3-----0--3------------------------------------
A--------------------------------------------------------
E--------------------------------------------------------
O exemplo acima é o início do riff de Smoke On The Water da banda Deep Purple e deve ser tocado da seguinte forma:
- terceira corda (re) tocada solta (0)
- terceira corda (re) tocada no terceiro traste (3)
- quarta corda (sol) tocada solta (0)
- terceira corda (re) tocada solta (0)
- terceira corda (re) tocada no terceiro traste (3)
- quarta corda (sol) tocada no primeiro traste (1)
- quarta corda (sol) tocada solta (0)


Nos exemplos acima as notas são tocadas uma de cada vez. Quando duas ou mais notas (obviamente em duas ou mais cordas) devem ser tocadas de uma só vez (formando um acorde) a indicação é conforme abaixo:

E----3--------------------------------------------------
B----3--------------------------------------------------
G----4--------------------------------------------------
D----5--------------------------------------------------
A----5--------------------------------------------------
E----3--------------------------------------------------
Note que este é um acorde sol maior. Note que estando na mesma coluna as notas devem ser tocadas todas de uma só vez indicando um acorde. Apenas devem ser tocadas as cordas marcadas (no exemplo acima todas). Uma linha vazia indica que a corda não deve ser tocada. Um número zero indica que a corda deve ser tocada solta. Embora possam indicar acordes o mais comum é que as tablaturas sejam usadas para solos ou riffs enquanto os acordes são indicados por cifras.
Embora de maneira geral as tablaturas não indiquem o tempo de duração das notas e o intervalo entre elas, o espaçamento entre as colunas pode ser usado para dar alguma idéia sobre tempo e duração conforme o exemplo abaixo. Tratam-se das primeiras notas do hino nacional americano. Note o espaço maior que indica a pausa.

E-----------------------0--------4--2-0-------------------
B---0--------------0---------------------------------0----
G------1------1----------------------------1----3---------
D--------2------------------------------------------------
A---------------------------------------------------------
E---------------------------------------------------------
Notações usadas em tablaturas
Além dos números que apenas indicam qual corda deve ser ferida em qual casa (traste) existem algumas letras e simbolos comumente usadas para notar determinadas técnicas. Essas notações podem variar um pouco de autor para autor mas as mais comuns são:


h - fazer um hammer-on 
p - fazer um pull-off 
b - fazer um bend para cima 
r - soltar o bend 
/ - slide para cima (pode ser usado s) 
- slide para baixo (pode ser usado s) 
~ - vibrato (pode ser usado v) 
t - tap 
x - tocar a nota abafada (som percusivo)


Notação de Hammer-Ons
Um hammer-on consiste em martelar com um dedo da mão esquerda uma corda em um traste fazendo soar a nota sem o auxílio da mão direita.


E--------------------------------------------------------
B--------------------------------------------------------
G--------------------------------------------------------
D--------------------------------------------------------
A---------5h7-----------5h7--------------------------
E---0--0----------0--0--------------------------------
No exemplo acima após ferir a corda grossa solta duas vezes o músico deverá ferir a segunda corda na quinta casa e imediata e vigorosamente apertar a mesma corda (segunda) duas casas a frente (sétimo traste), fazendo a corda soar apenas com a martelada e sem auxílio da mão direita. Depois repita a sequência.

Notação de Pull-Offs
Pull-Offs são de certa forma o inverso de um hammer-on e consistem em soltar rapidamente uma corda fazendo com que a mesma soe solta (ou apertada em um traste anterior).


E----3p0---------------------------------------------
B---------3p0----------------------------------------
G--------------2p0-----------------------------------
D-------------------2---------------------------------
A------------------------------------------------------
E------------------------------------------------------
No exemplo acima o primeiro pull-off na corda mais fina consiste em ferir a corda apertada no terceiro traste e soltá-la rapidamene para que soe solta. Posteriormente um pull-off identico é feito uma corda acima e assim por diante. Note que o terceiro pull off é feito a partir do segundo traste.
Hammer-ons e pull-offs costumam ser usados em conjunto como indicado abaixo:

E--------------------------------------------------
B--------------------------------------------------
G---2h4p2h4p2h4p2h4p2h4p2----------
D--------------------------------------------------
A--------------------------------------------------
E--------------------------------------------------
Neste caso a corda deve ser ferida na segunda casa, imediatamente apertada na quarta casa (hammer-on), imediatamente solta da quarta casa (soando novamente na segunda, pull-off), novamente apertada na quarta e assim por diante. Note que a mão direita do música só irá ferir a primeira nota... todas as outras são tocadas apenas com os hammers-ons e pull-offs da mão esquerda no braço.

Notação de bends
Um bend consiste em empurrar uma corda para cima aumentando a tensão e consequentemente gerando uma nota mais aguda. Quanto mais empurrada for a corda maior será o efeito. Um número é usado para indicar o quanto a nota deve ser aumentada.


E------------------------------------------------------
B------7b9-------------------------------------------
G------------------------------------------------------
D------------------------------------------------------
A------------------------------------------------------
E------------------------------------------------------
No exemplo acima a corda (re) deve ser tocada no sétimo traste e empurrada para cima até que soe mais aguda como se estivesse apertada no nono traste (um tom acima). Note que o dedo do musico continuara na sétima casa. O bend pode também ser indicado entre parênteses como 7b(9).

E------------------------------------------------------
B------7b9--9r7------------------------------------
G------------------------------------------------------
D------------------------------------------------------
A------------------------------------------------------
E------------------------------------------------------
No exemplo acima é indicado depois do bend inicial que ele deve ser soltado. O músico deve ferir a corda na sétima casa, fazer um bend de um tom inteiro (equivalente a subir duas casas), ferir novamente a corda e soltar o bend (de forma que a corda volte a sua posição e nota originais).
Outros exemplos: bends podem ser de meio tom (7r8, equivalente a uma casa), de um quarto de tom (7r7.5, equivalente a meia casa) e assim por diante. É comum não ser indicado o valor (7b por exemplo) e nestes casos é preciso ouvir a música para saber o valor do bend.

Notação de Slides
Um slide consiste em fazer deslizar um dedo da mão esquerda pelo braço enquanto uma corda soa gerando uma variação do tom.


E------------------------------------------------------
B------7/9--------------------------------------------
G------------------------------------------------------
D------------------------------------------------------
A------------------------------------------------------
E------------------------------------------------------
O exemplo acima indica que a corda deve ser ferida na sétima casa e imediatamente o dedo que aperta a corda nesta casa deve deslizar para a nona casa enquanto a nota continua soando (aumentando portanto um tom).
Não necessariamente o início e o fim de um slide precisam ser indicados:


E------------------------------------------------------
B------/7--7------------------------------------------
G------------------------------------------------------
D------------------------------------------------------
A------------------------------------------------------
E------------------------------------------------------
Neste caso a nota deve inicialmente ser ferida em alguma das primeiras casas e deslizada até a sétima casa, posteriormente sendo deslizada de volta para as primeiras casas. Novamente é necessário conhecer a música que se deseja tocar de forma a saber o tamanho do slide.
Vários slides podem ser usados seguidos como indicado abaixo. Apenas a primeira nota precisa ser ferida.

E-------------------------------------------------------
B------7/9/119767---------------------------------
G-------------------------------------------------------
D-------------------------------------------------------
A-------------------------------------------------------
E-------------------------------------------------------
Notação de Vibrato
O vibrato é o efeito de variação de tom conseguido com a alavanca ou mesmo através de pressão variável do dedo sobre a corda no braço do instrumento (vide músicos de blues).


E------------------------------------------------------
B------------------------------------------------------
G------------------------------------------------------
D-------2--5~----------------------------------------
A----3-------------------------------------------------
E------------------------------------------------------
Neste caso a última nota deve sofrer vibrato. É necessário conhecer a música em questão para saber como este vibrato deve ser efetuado.

Notação de Tap
Tap ou tapping consiste em fazer soar notas feridas com a mão direita apertando as cordas nos trastes. É técnica geralmente usada por guitarristas rápidos como Eddie Van Hallen entre outros. A indicação de que uma nota deve ser tocada como tap consiste apenas em acrescentar a letra t à nota correspondente. Geralmente são efetuadas na parte mais interna do braço do instrumento.


E-----------------------------------------------------
B----13t--------------------------------------------
G---------12t---------------------------------------
D--------------12t----------------------------------
A-----------------------------------------------------
E-----------------------------------------------------
No exemplo acima as notas devem ser feridas pela mão direita do músico simplesmente apertando as cordas vigorosamente nos trastes indicados.



Bom galera, para quem quiser se aprofundar mais sobre o assunto, abaixo tem um link para um Tutorial mais detalhado sobre Tablatura e Técnicas de Guitarra, espero que gostem:


Bem gente, espero ter contribuido mais uma vez para todos que pretendem se aventurar no mundo da música e da guitarra!!!

Um Abraço,

Fred Façanha.

My Space Oficial: www.myspace.com/fred.facanha

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Relacionamento é o Importante na sua carreira


Relacionar-se bem na sociedade é básico para toda e qualquer pessoa que vive nesse mundo tão globalizado. Temos que ser bom no que fazemos é lógico, ma acima de tudo, temos que ter bons relacionamentos profissionais para nos destacar-mos entre os demais. Um bom curriculum e uma boa experiência não são nada sem um bom Q.I. (Qeum Indica) rsrsrs... Então, seja bem relacionado, tenha boas amizades e escolha bem elas, afinal como a minha mãe me diz: “Me diga com quem tu andas, que eu te direi quem tu és”.

Eu já tinha esse pensamento na cabeça desde menino, depois de adolecente tive várias oportunidades de me apresentar em festas de amigos, colégios e feiras-culturais com a ajuda do meu bom relacionamento profissional com as pessoas que organizavam esses eventos, tudo ia acontecendo da maneira mais simples do mundo.

Mas eu concretizei isso que vi uma entrevista do Felipe Andreoli, baixista da banda ANGRA, falar exatamente sobre isso, ele disse que a pessoa pode ser o melhor músico do mundo, saber todas as escalas possíveis e imagináveis, ter a melhor técnica, saber muito de harmonia, ser Excelente! Mas se ele não for bem relacionado, ele não terá oportunidades na sua carreira, e estará limitado no seu mundinho egoísta! Já o cara que já não tem uma técnica não tão boa, porem eficiente, não conhece todas as escalas do mundo, mas toca com feeling, e principalmente tem boas relações com as pessoas certas, á esse cara NÃO vai faltar emprego pra ele, e as oportunidades vão ser infinitas!!!

Em fim, siga o processo normal para todo profissional de qualquer área, Estude, estude muito, esteja preparado para as oportunidades, (como dizia um amigo meu: Se a oportunidade não aparecer, crie a sua própria!!!), e ao mesmo tempo em que se prepara, vá conhecendo pessoas do meio em que você quer se firmar e crie um circulo de amizade e coleguismo com elas. Isso lhe trará bons resultados futuros!!!
É isso ai galera, espero que tenham gostado dessa dica.




Um Abraço,

Fred Façanha.

My Space Oficial: www.myspace.com/fred.facanha


sexta-feira, 17 de junho de 2011

Gravações em Estúdio e Home Estúdio.



Estúdio Profissional

Ser um bom músico implica saber tocar e se relacionar bem em vários aspectos, com várias pessoas e em muitos lugares diferentes, e um desses lugares é em um Estúdio de Gravação.

Quando o músico está em um nível de conhecimento mais elevado do que no inicio dos estudos, ele logo estará pronto para iniciar sua carreira com o REC. Onde ali ele estará perpetuando seu jeito de tocar e interpretar suas músicas ou de artistas famosos, com seu estilo e sua pegada! Mas para isso deve-se ter certeza de que está no nível mínimo para não cometer erros e gafes, acabando assim sua carreira como músico de estúdio e conseqüentemente perdendo o trabalho e a grana é lógico.

Um ponto importantíssimo é o equipamento. Nunca leve um equipamento mal regulado para um estúdio, tenha sempre a certeza de que sua guitarra está bem regulada, que os trastes estejam em boa condição, encordamento novo, bons cabos (de preferência blindados), um bom multi-efeitos ou pedais em bom estado, e principalmente, seu Jack em perfeito estado, para não ocorrer o famoso RAMMM na hora da gravação. Profissionalismo é tudo!!!

Sempre confie no técnico do estúdio, ele sabe o que faz lá dentro... e com certeza irá tirar o melhor do seu som com tudo que tem direito, mas tenha cuidado para não deixá-lo desviar do som que você quer de seu equipamento. O CD pode até não ser seu, ou da sua banda, o estilo que você vai gravar pode não ser o que você mais toca, mas a pegada é sua e o timbre também.

A Hora de Gravar:
Na hora da gravação mesmo, sempre use o metrônomo (equipamento de marcação da pulsação da música) é sempre bom manter o andamento em linha com a música.

Deixe o nervosismo de lado, o que é quase impossível, mesmo os mais experientes em estúdio ainda sentem um frio na barriga na hora do: Valendo!!!

Lógico que você estudou todos os arranjos das músicas e elas estão todas debaixo do dedo, sem nada a mais e nada a menos. Grave, escute o resultado, se gostou, deixe como está, se não, grave novamente com mais feeling e se deixe levar pelo som...

Lembre-se: Se for fantástico no primeiro trabalho, você será chamado para mais e assim por diante, a primeira impressão é a que fica, certo?!!!

Outro ponto importante é seu circulo de amizade. Se você for bem relacionado com as pessoas certas, com certeza aparecerá mais e mais trabalhos do gênero, pois seus amigos o indicaram e darão boas referências do seu profissionalismo como músico, e o resto é com você!!!
É isso... Estudo, Trabalhe, Faça bem Feito, Não tenha medo, e divirta-se fazendo o que você mais ama fazer!!! \m/

Home Estúdio:
Hoje em dia um home estúdio na mais é do que um PC com uma placa de som razoável um amplificador ou uma pedaleira com saída USB, uma guitarra e você, dono disso tudo (rsrsrs). 

Atualmente está fácil se informar de como usar seu PC de casa para fazer gravações com seu equipamento. Hoje com a internet, blogs e sites sobre o assunto, podemos estudar e aprender qual equipamento comprar, como ligá-los, e como usá-los para termos uma gravação de boa qualidade sem o custo de um estúdio profissional.

Vou listar aqui o equipamento básico para você se aventurar nesse mundo infinito de gravação em seu PC.

 1.       O PC:
Procure ter uma máquina de boa qualidade e dedicada somente para esse fim, é o recomendável.

Placa-mãe: Dê preferência as placas da Intel (Com chipset Intel).
Processador: Dual Core, Core 2 Duo, Intel i5 ou i7, etc.
Memória RAM: No mínimo 2Gb, quanto mais melhor.
Hard Disk (HD): Mínimo de 250Gb.
Placa de Audio: Aqui você pode adquirir várias placas, dependendo de quantos instrumentos você vai gravar ao mesmo tempo. No meu caso eu gravo somente um por pista, sendo assim, basta comprar uma placa de captura de áudio como a “M-Audio Fast Track”, ela é um ótimo custo/benefício, pois custa em torno de R$ 450,00 na praça. Ela é ótima por que não da latência (atraso no audio) na hora de gravar.

Hoje eu uso uma pedaleira multi-efeitos que tem saída USB (Vox ToneLab EX) com ela posso gravar direto na minha placa de Som - On-Board sem latência nenhuma.

 2.       O Programa de gravação:

Outro ponto importante para se gravar, é ter e saber usar um programa multi-pista. É nele que você vai gravar suas idéias, mixar o áudio gravado, usar plugins de afeitos e instrumentos virtuais, como o Addctive Drums (Bateria Virtual), o True Piano (piano virtual) e etc.

Existem vários programas para tal finalidade, como o Cubase, Nuendo, Sonar, Cakewalker, etc... Eu gosto e uso o Nuendo 3.

Futuramente irei postar um tutorial de como gravar em casa usando o Nuendo 3 e os plugins mais comuns. Fiquem ligados!!!

 3.       Rotina de Gravação:

Crie uma rotina de gravação, ou seja, uma lista de como gravar e produzir uma música.

Se for uma idéia nova sua, inicie com a gravação da guitarra ou violão do tema principal (com metrônomo), depois grava em outra pista a base harmônica da música, pronto, com isso já podemos chamar o plugin da bateria virtual e começar a editar a pista midi com a levada da bateria para servir de PlayBack e poder-mos regravar a guitarra completa com todos os temas e solos.

Grave a voz guia, com ela você terá mais certeza do arranjo final da música.

Em seguida grave o baixo, se você não toca baixo-elétrico, chame um amigo que o faça. Depois violões, se tiver no arranjo, piano, etc....

Com a parte instrumental toda pré-mixada, grave a voz principal e os bakcing-vocals.

Faça uma boa mixagem disso tudo e pronto, já podes postar na internet e divulgar seu trabalho autoral.

Eu fiz isso com 3 músicas instrumentais minhas, para quem quiser conferir, acesse meu myspace: www.myspace.com/fred.facanha


Bom galera, espero ter incentivado mais aqueles que amam a música e os simpatizantes no assunto, qualquer dúvida ou sugestão entre em contato. E comentários sobre o assunto abordado é sempre bem vindo, o bom é discutir e aprender cada vez mais!!!

Um Abraço,

Fred Façanha.